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Outras Edições
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Denúncia: Destruição da Gruta do Chiquinho (R*MG 1644)
As obras de asfaltamento da estrada Piumhi - São Roque de Minas, não perdoaram a Gruta do Chiquinho (R*MG 1644), localizada em São Roque de Minas - MG, à margem da estrada e distante em algumas dezenas de metros do Rio São Francisco. Para evitar um pequeno deslocamento do leito original da estrada, o paredão calcário onde se encontra a entrada da caverna foi dinamitado, ampliando sua entrada principal e abrindo duas novas pequenas entradas. Isto afetou estruturalmente todo o interior da gruta que se tornou perigosamente instável, repleto de rachaduras nas paredes, com vários blocos desmoronados, sendo alguns de grande porte e inúmeras placas soltas. Partes do piso foram removidas em alguns trechos e outras áreas foram entupidas por lama, que atualmente obstrui a passagem, reduzindo o acesso a apenas metade da gruta originalmente conhecida. Lixo oriundo da refeição dos operários (pratos descartáveis de alumínio e copos plásticos) foi encontrado em volume na entrada da gruta. A fauna praticamente desapareceu: apenas um exemplar de morcego foi observado durante todo o trabalho de topografia realizado. A característica mais marcante desta pequena gruta eram as numerosas flores de Aragonita, hoje em sua maioria destruídas. Externamente, o paredão outrora estável, apresenta hoje diversas rachaduras verticais e perfurações. Ironicamente, uma placa "PARE" da estrada foi instalada exatamente na entrada da gruta, como se pedisse pelo fim de tão desnecessária destruição.
Novas espécies de animais são descobertas no carste asiático Uma expedição de estudantes da Universidade de Singapura a regiões cársticas da Malásia e Indonésia levou à descoberta de 20 novas espécies de invertebrados, a maior parte caramujos. Apesar destas áreas já terem sido visitadas por outros cientistas, ainda há uma notável riqueza biológica. As áreas cársticas da Ásia são consideradas potencialmente promissoras no tocante à biodiversidade, estando, no entanto, ameaçadas por uma crescente pressão econômica. Expedição Ramalho, Setembro de 2006
O objetivo principal da expedição era dar continuidade às explorações e mapeamento das grunas do Boca e da Lagoa do Meio, porém acabamos dedicando um dia para prospecção e outro para a exploração e o mapeamento de uma nova gruta descoberta na ocasião, a Gruna do Ventilador. A Gruna do Boca possui seus 1300 m iniciais de teto baixo, obrigando-nos a progredir agachados, às vezes de quatro ou rastejando. O esforço é recompensado mais adiante, onde um amplo conduto permite um deslocamento fácil e oferece diversas possibilidades de continuações. A equipe anterior havia encerrado sua progressão ao se deparar com um obstáculo vertical: chegou no topo de um paredão por onde o rio se jogava em uma imponente cachoeira. Infelizmente, após transpor o lance vertical, nossa equipe avançou apenas 150 m e foi bloqueada por um sifão que pos fim aos sonhos de dar continuidade aos trabalhos de mapeamento da equipe por este lado. Nos dedicamos então à topografia e exploração de condutos laterais das galerias altas, somando um total 500 m mapeados que deverão elevar o desenvolvimento da gruta para aproximadamente 4000 m.
A Gruna do Ventilador, apesar de ser totalmente seca encanta pelo conjunto cênico: dotada de inúmeros espeleotemas, esta cavidade fez a alegria dos fotógrafos da equipe. A galeria se desenvolve por um único conduto central, com exceção da entrada que possui uma série de pequenas galerias com características labirínticas. Seu nome tem origem no forte vento que pode ser sentido nas passagens estreitas. O deslocamento de ar é resultante de uma entrada localizada na outra extremidade da galeria, a mais de 1000 m da entrada principal. A cavidade foi totalmente explorada e topografada, somando aproximadamente 1100 m de desenvolvimento. Nas prospecções externas, localizamos também a Gruna da Siriema, explorada e topografada (200 m), e exploramos a Gruna das Cabras (150 m), da qual fizemos um croquis. Outras bocas de grutas e sumidouros foram encontrados, mas não houve tempo para um trabalho mais aprofundado. Certamente retornaremos a esses locais no futuro. GPME dá continuidade em atividades na região da Serra da Canastra, MG.
Durante o feriado de Sete de Setembro, cinco espeleólogos do GPME estiveram no Município de São Roque de Minas - MG, dando continuidade às atividades de prospecção, exploração e topografia, iniciadas em 2004. Na região limítrofe com o Município de Vargem Bonita, foi mapeada a Gruta do Chiquinho (R*MG 1644), ocasião em que foi detectada a destruição da gruta, foco de outro artigo nesta mesma edição. Na região do Vale do Rio Santo Antonio, foi feita uma nova investida na Gruta do Zeferino I (R*MG 1641), também conhecida como Gruta da Capivara, que revelou uma rede de condutos inferiores, ampliando consideravelmente seu desenvolvimento. Diversas pequenas grutas na mesma região foram localizadas, plotadas e parcialmente exploradas. Segundo informações locais, ocorreram recentemente atividades de controle de morcegos, fato que pudemos comprovar in loco, sendo nítida a drástica redução da população anteriormente observada. No retorno, a equipe fez uma rápida visita a Loca da Cultura (R*MG 1632), localizada na região de Cabrestos, Município de Vargem Bonita - MG. Constatamos que a gruta sofreu considerável degradação em relação à ocasião da sua topografia em 2004, apresentando grande numero de pichações recentes. SIGEP pede parecer sobre novos sítios inscritos
A SIGEP- Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos objetiva o cadastro de sítios geológicos e paleobiológicos do Brasil que devem ser preservados e a sua publicação na forma de artigos científicos que incluem recomendações de preservação desses sítios. Propostas de sítios e de sua descrição sistematizada, com vistas a compor base de dados global (Global Indicative List of Geological Sites -GILGES), vêm sendo submetidas, através de formulário padronizado, disponível no site da organização. Tais propostas são disponibilizadas na Internet para conhecimento e avaliação, não só por parte dos membros da comissão SIGEP mas, também da comunidade geocientífica em geral. Novas propostas de sítios foram recentemente incluídas no SIGEP, todas no estado de Minas Gerais: Pedra Rica, Grão Mogol; Canyon do Talhado e Morro da Garça. O SIGEP pede que sejam enviados comentários, a favor ou contra, sugestões e críticas que deverão embasar a aprovação ou não dessas propostas. Nove sítios espeleológicos já foram cadastrados no SIGEP e podem ser acessados no site: www.unb.br/ig/sigep/. Égua é resgatada de caverna nos Estados Unidos Após quase 4 horas de trabalho, uma égua belga foi resgatada ilesa de uma caverna em Radcliff, Kentucky. A égua caiu em um abismo com cerca de 9 metros de altura enquanto pastava. O resgate não foi simples. Foi necessário que um veterinário descesse no abismo e aplicasse injeções tranqüilizantes, fazendo com que a égua ficasse inconsciente por cerca de 30 minutos. Os bombeiros, então, a amarraram e a içaram com um guindaste até a superfície. A égua retomou a consciência em ótimo estado físico.
43 º Congresso Brasileiro de Geologia - Aracaju, SE
De 3 a 8 de setembro passado, Aracaju foi a capital geológica brasileira. Nesse período realizou-se lá o 43º Congresso Brasileiro de Geologia, com recorde de público: mais de 2000 inscritos. O evento abordou os principais temas de pesquisa em geociências, dentre os quais uma "Sessão Técnica de Terrenos Cársticos". Na abertura da sessão, foi realizado um debate sobre "Gestão de Terrenos Cársticos", sob a coordenação de Ricardo Pereira e Mylène Berbert-Born, seguido por diversas apresentações orais de trabalhos sobre o carste, realizados em todo o Brasil. O próximo congresso ocorrerá no segundo semestre de 2008 na cidade de Curitiba, Paraná. Nova técnica permitirá maior eficiência na limpeza de contaminantes em cavernas Contaminantes em regiões cársticas tendem a demorar mais de uma década para serem naturalmente removidos do sistema de cavernas. No entanto, uma nova técnica em desenvolvimento poderá tornar muito mais rápido e eficaz este processo. Esta novidade, em fase de testes por estudantes da Universidade de Tennessee State, EUA, consiste em aplicar um tipo de solvente químico, similar ao que é utilizado em lavagem a seco. Esta técnica será utilizada em caráter experimental no Parque Nacional de Mammoth Cave, em Kentucky, Estados Unidos. Planeja-se, inicialmente, instalar filtros nas zonas de escape dos estacionamentos, fazendo com que resíduos de óleo e gasolina sejam rapidamente filtrados antes de percolarem para as cavernas. Hobbits eram ancestrais de pigmeus, diz estudo A polêmica envolvendo os ossos humanos encontrados na Ilha de Flores e batizados como Homo floresensis prossegue com um estudo publicado recentemente na conceituada revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).
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