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UPE mapeia cavernas em Goiás
Entre os dias 21 e 29 de julho, a UPE, União Paulista de Espeleologia esteve no município de Monte Alegre de Goiás com o objetivo de mapear a Gruta da Covanca, ou Gruta do Prata como é conhecida por alguns moradores da região. Em 2002, após uma semana de trabalhos intensos no Sistema São Vicente, integrantes da expedição daquele ano foram checar uma informação no referido município e acabaram por cadastrar a caverna, porém não houve tempo para o mapeamento. Monte Alegre localiza-se ao norte de Goiás, a 70 km da divisa com o Estado do Tocantins. A região se caracteriza por uma vegetação de cerrado belíssima e grande quantidade de pastagens, pois a principal atividade é a pecuária. A noroeste avista-se, bem ao lado da cidade, uma imponente serra (cotas entre 400 e 500 m), porém composta principalmente por quartzitos, na mesma direção e ao norte avista-se os afloramentos de calcário, que aparecem de uma maneira incrível e por toda parte. Verificou-se, no entanto que se trata de um carste de pouca profundidade, dificultando a formação de cavernas de grande porte. Durante a expedição foram visitadas 8 cavidades, sendo que 5 delas mapeadas na sua totalidade, terminando a semana com mais de 1700 metros de topografia. Destaque para a gruta Santo Estevam III com 660 metros de desenvolvimento linear, sendo que a pouca profundidade do carste fez com que a caverna fosse esculpida praticamente em sedimentos, devendo sua gênese ser estudada posteriormente. Buraco das Abelhas é topografado em trabalho conjunto
Os levantamentos de dados estão ocorrendo durante todo o mês de agosto e subsidiarão um documento maior e mais abrangente, o Plano de Manejo do Parque Nacional Serra da Bodoquena. A idéia é estipular com base nas informações geradas, relativas à geologia, geomorfologia, biologia, entre outras ciências, um zoneamento das áreas internas da caverna e, a partir dai, elaborar um plano de uso público e instalar a infra-estrutura necessária para possibilitar a prática do espeleo-mergulho. Serão 30 dias de mergulhos, cerca de 28 pessoas envolvidas diretamente e centenas de quilos de equipamentos. Espera-se que com o esforço e empenho da equipe, seja produzido um plano de manejo modelo, que sirva de exemplo para a elaboração de trabalhos similares em outras cavernas alagadas do Brasil. Informações diárias sobre o projeto podem ser acessadas na página do CECAV. Fonte: http://www.ibama.gov.br/cecav/ Terminado o levantamento topográfico na Gruta Fria, Parque Estadual de Jacupiranga, SP.
No último dia 12 de agosto, foi concluído o trabalho de levantamento topográfico da Gruta Fria, no município de Eldorado, SP. A gruta, em mármore, está inserida no roteiro turístico do Parque Estadual de Jacupiranga, sul do Estado de São Paulo, cuja cavidade de maior visitação é a Caverna do Diabo. Apesar ser conhecida há muitos anos, inclusive tendo recebido a visita de Michel Le Bret nos anos 60, a Gruta Fria nunca havia sido mapeada. O trabalho, sob a coordenação do GPME – Grupo Pierre Martin de Espeleologia, se iniciou em novembro de 2005 e contou com a participação de 9 equipes de topografia, compostas por integrantes do Bambui, GEEP-Açungui, UPE e GEBE (Grupo de Estudos Bioespeleológicos da UNINOVE) além da equipe do próprio GPME, e com o apoio permanente de Evandro Fortes, monitor ambiental do PEJ. Apesar de não ser uma caverna de dimensões avantajadas (as visadas somaram 1.167m, que devem resultar em aproximadamente 700m de desenvolvimento), o trabalho foi dificultado por grandes áreas labirínticas e também por um largo salão superior com teto baixo (média de 50cm de altura), que resultou em múltiplas escoriações e hematomas nos valentes participantes da sua topografia. Trata-se de uma caverna muito interessante do ponto de vista de sua gênese: apesar de apresentar poucos espeleotemas, o teto é formado por inúmeros testemunhos em formato de ponta, que inspiraram o nome do salão mais bonito da caverna, o “Salão dos Dentes de Tubarão”. Seria importante que esta caverna fosse incluída num futuro plano de manejo do parque, pois possui inegáveis qualidades para a visitação turística. 18º Simpósio Internacional de Bioespeleologia é realizado na Romênia.
De 10 a 15 de julho foi realizada em Cluj, Romênia, mais uma reunião científica bienal da International Society of Biospeleology – SIBIOS, o XVIII th International Symposium of Biospeleology (18º Simpósio Internacional de Bioespeleologia). Cluj destaca-se internacionalmente por abrigar o “Institut de Spéologie Emil Racovitza”, fundado por este último, que é considerado o Pai da Bioespeleologia moderna. O simpósio contou com cerca de 110 participantes de 22 países de todos os continentes, sendo a autora desta nota a única representante da América do Sul. Foram proferidas nove palestras, a convite, sobre temas variados, incluindo “The heritage of Emil G. Racovitza” (O legado de Emil G. Racovitza) e “Ecology and behaviour of subterranean fishes: state of art, tendencies and perspectives for the future” (Ecologia e comportamento de peixes subterrâneos: estado da arte, tendências e perspectivas para o futuro), esta última proferida por mim. Foram ainda apresentadas 57 comunicações orais e 26 pôsteres. A variedade de temas e sua atualidade demonstra a vitalidade da Biologia Subterrânea em nível internacional, a despeito do pequeno número de especialistas dedicando-se a esta importante área de pesquisa. Imediatamente antes do XVIIIth ISB, nos dias 9 e 10, teve lugar, também em Cluj, o workshop: “Effectiveness and gaps in the European legislation concerning subterranean fauna protection and the importance of setting up a European network of protected caves” (Efetividade e lacunas na legislação européia referente à proteção da fauna subterrânea e a importância de se configurar uma rede européia de cavernas protegidas) organizado pela comissão responsável pelo simpósio e patrocinado pela European Science Foundation – ESF (Fundação Européia de Ciências). Neste evento, foram apresentadas e discutidas as legislações nacionais pertinentes à proteção de cavernas, com o intuito de se estabelecer metas comuns. Como resultado, foi designado um grupo de trabalho da SIBIOS com a tarefa de propor critérios de prioridade para proteção de cavernas e seus ecossistemas, do qual faço parte. A lenda da Gruta da Guaecá.
Notável por sua peculiar formação geológica, á gruta também é conhecida por uma antiga lenda: “Guaecá é uma das mais belas praias de São Sebastião. Nesta praia existe uma grande gruta. Sua entrada é bem grande e quanto mais se penetra nela, seu tamanho vai diminuindo até não passar mais nada. De suas entranhas goteja água constantemente. Contam, que aí, há muito tempo atrás, morava uma enorme serpente. Esta serpente era maligna. Atraía para si as embarcações e devorava seus tripulantes. O terror era tanto que as embarcações procuravam navegar bem distantes da praia. Neste período Anchieta viajava de Bertioga para Ubatuba e ficou sabendo da serpente pelos marinheiros do navio em que navegava. Intrigado, Anchieta resolveu verificar se era verdade o que lhe contavam. Desembarcou em Barequeçaba, subiu o morro das Sete Voltas e ficou esperando para ver a enorme serpente. Depois de um certo tempo de espera, o monstro saiu da gruta. Era feio e enorme. Anchieta não teve medo, pois Deus estava a seu lado. Fez uma oração e aspergiu água benta na enorme serpente. Esta soltou um urro tenebroso e começou a vomitar o sangue dos náufragos que tinham devorado. Anchieta continuou a rezar e a espargir água benta. A serpente não agüentou mais. Saiu da gruta e jogou-se no mar. As águas que gotejam na gruta, dizem que é milagrosa. Acreditam ser a água benta de Anchieta que protege o lugar para que o monstro nunca volte.” Lenda extraída do site: http://www.spinn.com.br/cidade.php?cidade=3550704&tpl=curi
Nova tecnologia pode vir a permitir mapeamento de cavernas através de fotografias digitais Uma nova tecnologia desenvolvida pela Microsoft em parceria com a Universidade de Washington, pode possibilitar a construção de uma imagem tridimensional de espaços internos como cavernas. A tecnologia, conhecida como “Photosynth”, consiste em um software que permite reconhecer pontos em comum em um conjunto de fotografias digitais. Caso haja um grande número de fotografias de um mesmo objeto, o algoritmo permite reconhecer feições como, por exemplo, uma estalactite. Tendo as fotografias sido tiradas em diferentes ângulos e distâncias, o programa pode calcular o seu posicionamento tridimensional. O software permite que o usuário penetre na imagem, observando-a dos diversos ângulos fotografados. Tecnicamente torna-se possível mapear uma caverna tridimensionalmente caso se tenha, por exemplo, uma série de fotografias, ou mais apropriadamente, um vídeo da mesma. Segundo os autores do programa, a precisão métrica do software ainda não foi determinada. Fonte: www.labs.live.com/photosynth. Cavernas eram habitações sofisticadas na pré-história A descoberta de uma espécie de “condomínio” espeleológico em cavernas na Grécia proporciona uma nova visão de como as grutas eram utilizadas para moradia. O conjunto de cavernas da época neolítica (5300 a 3900 antes de cristo) possuía três quartos com pavimentação no piso, locais para plantio e até um estábulo. A caverna de Kouveleiki, no Peloponeso, revela que os antigos moradores viveram na caverna de forma contínua. Em um dos quartos, há evidência de que alguns animais domésticos, provavelmente cabras e bodes, eram ali alojados. Restos de cereais indicam que os arredores da caverna eram cultivados. Em outro compartimento foram encontradas algumas sepulturas. As escavações revelaram muitos dados sobre como viviam estes antigos homens das cavernas. Fonte: Discovery News 24/08/2006. Atividade do Projeto Krone mapeia e reencontra grutas no Vale do Betary. Dando continuidade nas atividades do “Projeto Krone”, nos dias 15 e 16 de Julho, equipe do GPME com 10 membros mapeou a Gruta do Morro Preto nº 2 (R* SP 022), iniciou o mapeamento da Gruta Córrego Grande nº 1 (R* SP 026), também conhecida como Gruta do Cafezal, e reencontrou a Gruta do Córrego Grande nº 3, cavidades identificadas por Richard Krone respectivamente como Nº 22, Nº 26 e Nº 28, todas localizadas às margens do Rio Betary. O projeto tem como objetivo localizar e mapear as grutas referenciadas por Krone, além de promover o levantamento de seus manuscritos, mapas e demais documentos históricos relacionados. Escavações na Inglaterra revelam hábitos de homens da idade do gelo
O local já havia sido escavado durante os anos 1870 e o sedimento descartado pelos arqueólogos pode ser visto próximo à entrada da caverna. A intenção da equipe é trabalhar, inicialmente, sobre este material descartado, para somente depois atingir o sedimento ainda intacto situado abaixo. Com a contínua evolução da arqueologia, muito do material anteriormente considerado estéril pode vir a revelar importantes achados. Os trabalhos de escavação, além de possuírem um grande potencial para achados arqueológicos, servirão para demonstrar como evoluíram as técnicas arqueológicas desde o século 19. Fonte: Yorkshire Post Today 08/08/2006. Caverna espanhola sofre poluição por óleo
Além do aspecto ambiental, a caverna apresenta perigo para os espeleólogos, visto que o poluente causa fortes dores de cabeça, forçando os exploradores a retornarem rapidamente à entrada. Esta caverna é relevante, pois apresenta uma importante colônia de morcegos. Animais cavernícolas mortos foram observados ao longo do rio e teme-se que os morcegos também sofram o mesmo destino. Os espeleólogos efetuaram uma denúncia às autoridades competentes. Fonte: www.sociedadalfonsoantxia.org 15/08/2006.
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