Número 35, 26 de maio de 2006
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  1. Carste 2006 é adiado por um ano
  2. Trabalho de exploração e mapeamento de abismos no Vale do Ribeira continua
  3. EGRIC integra a Redespeleo Brasil como sócio pleno
  4. Descoberto paleocarste em Felipe Guerra
  5. GEEP- Açungui lança novo livro
  6. Convênio tripartite é assinado no Paraná, visando a atualização do cadastro de cavernas do Estado
  7. Criança de 4 anos é mordida por morcego com raiva
  8. Lançado mais um número da revista O Carste
  9. Missa é organizada pelo Espeleogrupo Pains - EPA
  10. Sistema de telemetria inteligente na Cueva de Pozalagua, Espanha
  11. Descoberta de um urso pré-histórico no Marrocoss
  12. 5 dólares por uma noite em uma caverna
  13. Maior caverna do Japão atinge 24 km
  14. Termina a expedição "ÚLTIMA PATAGONIA 2006"
  15. Inaugurado o Museu do Subterrâneo de Nápoles, Itália
  16. Expediente

Outras Edições


Número 71 - 19.12.2008
Número 70 - 03.12.2008
Número 69 - 17.10.2008
Número 68 - 12.09.2008
Número 67 - 08.08.2008
Número 66 - 03.07.2008
Número 65 - 05.06.2008
Número 64 - 19.05.2008
Número 63 - 19.04.2008
Número 62 - 27.03.2008
Número 61 - 28.02.2008
Número 60 - 24.01.2008
Número 59 - 21.12.2007
Número 58 - 19.12.2007
Número 57 - 29.11.2007
Número 56 - 24.11.2007
Número 55 - 28.09.2007
Número 54 - 27.08.2007
Número 53 - 08.08.2007

Veja as edições anteriores

Carste 2006 é adiado por um ano.
Por Conselho Gestor Redespeleo Brasil

Carste 2007

A Comissão Organizadora do Carste 2006 tomou a decisão de adiar o evento por um ano. Das razões que levaram a esta decisão, a principal é que, neste ano, será realizado o Congresso Brasileiro de Geologia em Aracaju, onde haverá uma seção técnica sobre geologia do carste. Uma parcela representativa das pessoas que estão produzindo trabalhos científicos nesta área apresentará seus trabalhos no Congresso Brasileiro e, portanto, deixaria de participar no nosso evento. Para completar, na área das ciências biológicas, no mesmo período escolhido para a realização do nosso evento estará ocorrendo o Simpósio Internacional de Bioespeleologia na Romênia, e nomes importantes da biologia subterrânea brasileira também não poderiam participar do evento.

Sendo assim, a Comissão Organizadora decidiu reportar o evento para o mesmo período do ano que vem, isto é, de 25 a 28 de julho de 2007, certos de que o momento será muito mais oportuno para todos, e permitirá a participação de um número importante de interessados. O local será também mantido no Instituto de Geociências da USP, São Paulo.

Brevemente a página do evento no site da Redespeleo (www.redespeleo.org) será atualizada com todas informações necessárias.

Nos desculpamos junto àqueles que já inscreveram trabalhos e aos inscritos: certamente no ano que vem todos terão acesso a um evento com melhor conteúdo e qualidade, estamos certos disso.


Trabalho de exploração e mapeamento de abismos no Vale do Ribeira continua
Por Daniel Menin, Grupo Pierre Martin de Espeleologia

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Divulgação
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Foto: Daniel Menin
Apesar do encerramento da terceira fase do Projeto Juvenal, trabalho de exploração do Abismo Juvenal e arredores, no Vale do Ribeira, a região continua rendendo novas descobertas. No início de Abril uma equipe formada por integrantes do Projeto Juvenal e do Grupo Pierre Martin de Espeleologia voltou a trabalhar na área, em um outro abismo encontrado bem próximo à entrada do Juvenal. Diante do tamanho inicial do abismo, a possibilidade de encontrar uma conexão com o Juvenal animou bastante a equipe, porém apesar dos esforços empenhados na exploração, a conexão não foi encontrada. O novo abismo foi nomeado (Abismo Só Dois), cadastrado e recebeu um croqui inicial de documentação técnica (Grau 1A BCRA). O desnível estimado é de 50m. A importância desse trabalho não é somente o fator de descoberta e exploração, mas principalmente a relevante freqüência de trabalhos topográficos em cavernas verticais do Vale do Ribeira.

Paralelamente aos trabalhos realizados na área do Juvenal, também estão sendo prospectados e mapeados outros abismos da região. Recentemente integrantes do GPME estiveram no abismo Morcego Gordo, na região de Itaóca, também no Vale do Ribeira. Essa caverna dispõe de um desenvolvimento vertical médio para os padrões da área (em torno de 60m), mas vem apresentando um bom potencial de desenvolvimento sistêmico, com várias galerias intercaladas. O Abismo do Morcego Gordo encontra-se bem próximo à Gruta dos Morcegos, outra caverna já mapeada pelo GPME, e, portanto, ainda existem possibilidades de conexão.

A Equipe deverá retornar em breve, tanto para retopografar os abismos no entorno do Juvenal como para topografar e explorar mais detalhadamente o Abismo do Morcego Gordo.

Veja maiores detalhes sobre o projeto Juvenal em www.projetojuvenal.com.br.

Maiores informações sobre os trabalhos do GPME em www.gpme.org.br


EGRIC integra a Redespeleo Brasil como sócio pleno

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O EGRIC, Espeleo Grupo de Rio Claro, entidade fundada em 1982 por estudantes da Universidade Estadual Paulista - Campus de Rio Claro, foi aceito por unanimidade como sócio pleno da Redespeleo Brasil, em votação eletrônica ocorrida entre os sócios. O anúncio oficial ocorreu no último dia 8 de maio. Desde 2004, o EGRIC está passando por um processo de revitalização e consolidação, com a entrada de novos membros e a realização de programas de treinamento e capacitação de seus sócios. Também está sendo desenvolvida pelo grupo uma atuação mais sistemática em algumas regiões, como Altinópolis, Serra do Itaqueri e região Apiaí-Iporanga. O EGRIC conta hoje com aproximadamente trinta membros, sendo que a maioria é constituída por estudantes de geologia, geografia e biologia, além de Geólogos, Geógrafos, Biólogos e profissionais de outros ramos.

Com a entrada do EGRIC, a Redespeleo passa a contar com seis grupos "Sócios Plenos", representando um universo aproximado de mais de 180 espeleólogos ativos, além dos sócios colaboradores, somando ao todo 250 sócios.

Desejamos as boas vindas aos colegas do EGRIC!


Descoberto paleocarste em Felipe Guerra
Por Joaquim das Virgens Neto, Geólogo, mestrando em Geociências pela UFRN, Sociedade Espeleológica Potiguar – SEP

O Município de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte, concentra grande parte das cavernas conhecidas do Estado. Contudo, o que vem chamando a atenção no local são os indícios de que as fronteiras deste carste, no passado, não estavam configuradas nos moldes que hoje são vistos. Estas observações têm levado a descortinar os segredos não das cavernas contemporâneas, mas daquelas que já foram retrabalhadas pelas forças da natureza e que na atualidade compõem o cenário de um grande paleocarste.

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Foto: Joaquim das Virgens
Sabe-se que a variação do nível do mar associada ao soerguimento crustal, fez com que as águas do lençol freático descessem, acompanhando o rebaixamento do nível oceânico. As pesquisas que vêm sendo perpetradas na região apontam que a espeleogênese das cavernas de Felipe Guerra está intimamente correlacionada ao ambiente freático, quando a água acidificada escavou a rocha calcária produzindo galerias e salões. Gradualmente, tal ciclo foi se modificando, saindo a ação da água freática e entrando a percolação dos fluidos de origem meteórica, tudo dentro de um contexto de carstificação e intemperismo. É bastante possível que hoje novas cavernas estejam sendo formadas em profundidades dominadas pelo lençol freático atual e venham a se tornar grandes cavidades no futuro, enquanto as partes mais elevadas do carste estão sendo erodidas, entrando na senilidade.

Foram tais processos naturais que culminaram na origem do paleocarste observado, que mostra indícios latentes como, por exemplo, estalactites e estalagmites expostas à superfície, além de grandes acúmulos de tufas - restos vegetais. Analisando imagens de satélites, percebe-se que tal paleocarste se estendia por um ou dois quilômetros. A proximidade com o Rio Apodi denota que o patamar cárstico foi moldado a partir da erosão causada pelas águas em épocas de cheias, haja vista que a base do paredão está associada a argilas da planície de inundação do rio.

Agora resta intensificar os estudos, realizar datações e com isso correlacionar os dados, tentando identificar que eventos estariam relacionados ao fato do carste ter desaparecido, em que época isso ocorreu, precisar melhor sua extensão e como estas transformações mudaram a geografia da região.

GEEP- Açungui lança novo livro
Por Luis Fernando S. da Rocha, GEEP-Açungui

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Dando prosseguimento às comemorações de aniversário dos 20 anos do Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná - Açungui, o grupo está organizando o lançamento de seu terceiro livro, intitulado "Conhecendo Cavernas: Região Metropolitana de Curitiba" no próximo dia 10 de junho. A publicação contou com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura-Mecenato de Curitiba.

Escrito com linguagem bastante acessível, o livro apresenta fotografias das cavernas situadas na Região Metropolitana de Curitiba e visa disseminar parte do conhecimento espeleológico adquirido pelo GEEP-Açungui ao longo das suas atividades.

O evento de lançamento ocorrerá no Memorial de Curitiba, localizado no centro histórico da cidade, a partir das 19:00 horas, e todos os interessados pelo tema estão convidados a participar deste momento especial. Simultaneamente ao evento, ocorrerá uma exposição fotográfica sobre as atividades do GEEP e uma exposição de carbureteiras antigas do acervo do nosso companheiro Ericson C. Igual (GPME).

Maiores detalhes em breve no site: www.geepacungui.org.br

 

Convênio tripartite é assinado no Paraná, visando a atualização do cadastro de cavernas do Estado
Por Luis Fernando S. da Rocha, GEEP-Açungui

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Foto: Leda Zogbi
No dia 26 de março passado, durante o evento de comemoração de aniversário dos 20 anos do Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná - Açungui (veja artigo no Conexão n° 33) , foi assinado um convênio tripartite entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Minerais do Paraná S/A (Mineropar) e o GEEP-Açungui. O convênio tem como objetivo a criação, a estruturação e a implementação de um banco de dados das cavidades naturais subterrâneas do Estado do Paraná, assim como a revisão do cadastro, como forma de fomento à implantação de políticas públicas de conservação do patrimônio espeleológico paranaense por parte dos órgãos estaduais.

O convênio terá uma vigência de dez meses, entrando em vigor após sua publicação em Diário Oficial, que deverá ocorrer dentro em breve. Como parte deste convênio, está prevista a checagem em campo de todas as cavernas paranaenses para confrontação com seus dados cadastrais atuais. Prevê-se, ainda, que a estruturação desse Banco de Dados seja agregada aos Sistemas de Informações Geográficas dos órgãos concedentes, que prevêem o planejamento e a gestão de várias formas de usos e ocupações do território paranaense, como o Plano Diretor Mineral, o Sistema Estadual de Licenciamento Ambiental entre outros.

Além disso, passa-se, a partir da execução deste convênio, a reconhecer e integrar oficialmente os cadastros do Estado com as informações espeleológicas, tão relegadas, apesar de fundamentais para qualquer planejamento territorial. Por este motivo, deve-se enaltecer o Governo do Estado do Paraná que pela da iniciativa da Mineropar e do IAP, resolveram resgatar através da Sociedade Civil Organizada, esse passivo institucional.


Missa é organizada pelo Espeleogrupo Pains – EPA

O Espeleogrupo Pains convida para a 6ª missa ecológica, que será realizada no dia 4 de junho próximo, na abertura da semana do meio ambiente.

Às 8h30 haverá uma passeata saindo da frente da Igreja Matriz N. Sra. do Carmo, em Pains, que caminhará até as proximidades da caixa d'água do SAEE, onde ocorrerá a missa.

O grupo, que também estará comemorando 12 anos de atividades, pesquisas e lutas pela preservação do meio ambiente e do patrimônio natural da região, esclarece que a missa será um momento de reflexão, mesclando mensagens religiosas e ambientais.

Criança de 4 anos é mordida por morcego com raiva

Caso raríssimo : uma criança de 4 anos foi mordida no jardim de sua casa em Ourches-sur-Meuse, França, por um morcego portador da raiva. O fato foi relatado no jornal "L'Est républicain". Como se sabe, não há morcegos hematófagos na Europa, e por esta razão o caso surpreendeu a todos.

Por sorte, a criança mostrou à mãe o mamífero que ainda estava por perto. Imediatamente hospitalizado, ela pode ser medicada com vacina anti-rábica, a título preventivo.

O morcego "Sérotine" foi morto por um vizinho, levado ao veterinário e posteriormente encaminhado ao Instituto Pasteur em Paris. Foi confirmado que o animal estava com raiva.

Fonte: Associated Press 18/05/2006


Lançado mais um número da revista O Carste

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O volume 18 número 1 de 36 páginas trás os seguintes artigos:

· Alenice Baeta apresenta informações levantadas no programa de Diagnóstico Arqueológico realizado nas áreas de abrangência de três unidades de conservação estaduais situados na região de Diamantina, Minas Gerais.

· Embora a descoberta da Gruna do Boca remonte à década de 90, somente nos últimos anos o seu verdadeiro potencial foi revelado. Ezio Rubbioli descreve a expedição realizada em outubro de 2004, onde foram descobertos e topografados mais de 2 km de galerias.

· A Serra do Ramalho ainda guarda uma quantidade imensurável de grutas inexploradas. Daniel Mariano relata de forma pessoal e descontraída o cotidiano das explorações e a emoção da descoberta de mais uma grande gruta na região.

· Roberto Brandi relata a expedição conjunta realizada em julho de 2004 pelos grupos Bambuí e Pierre Martin (GPME) a Varzelândia.

O Carste é uma publicação do Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas. A assinatura anual é de R$25,00 e pode ser obtida através de www.bambui.org.br.

 


Sistema de telemetria inteligente na Cueva de Pozalagua, Espanha

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Uma equipe de pesquisadores da Sociedade de Ciências Espeleológicas Alfonso Antxia em colaboração com cientistas do Departamento de Zoologia da UPV (Universidade do País Basco) e a prefeitura do município de Karrantza (norte da Espanha), iniciou um estudo pioneiro sobre os hábitos dos morcegos que vêm se reproduzir na primavera na Cueva de Pozalagua. Para isto, instalaram uma WEBCAM de última geração com um sistema de iluminação por infravermelho, para fazer um acompanhamento contínuo e sistemático dos quirópteros.

O projeto foi dividido em duas partes. A primeira consiste em conhecer os valores físico-químicos da Caverna de Pozalagua "on line", e para isto foram instaladas em 2004 três estações meteorológicas que medem os parâmetros ambientais da caverna. Até agora, foram registrados aproximadamente 800.000 dados climáticos, vitais para o conhecimento das alterações do meio subterrâneo, produzidas pelo fluxo de visitantes (trata-se de uma caverna turística).

A segunda parte consiste em estudar os quirópteros. A instalação da WEBCAM foi feita sem a presença dos mamíferos, para evitar qualquer perturbação.

Foi criada uma página na Internet: www.pozalagua.com onde será possível ver os dados meteorológicos e também as imagens dos morcegos.

O projeto, denominado de "Sistema de Telemetria inteligente para a Cueva de Pozalagua", foi idealizado por Jabier Les, Diretor das pesquisas na Cueva de Pozalagua, juntamente com pesquisadores e espeleólogos locais.

Fonte: Profundezas (www.speleo.blogspot.com) e www.sociedadalfonsoantxia.org.


5 dólares por uma noite em uma caverna

Um aposentado de Idaho, Estados Unidos, oferece estadias baratas: 5 dólares por uma noite e 25 dólares por mês de locação de uma caverna.

Não há serviço de quarto, nem piscina, nem televisão nem mesmo eletricidade, mas a hospedagem inclui um colchão e lenha para o aquecimento, explica Richard Zimmerman, 89 anos, em suas publicidades.

Antigo operário da construção civil, Zimmerman mora também numa dessas residências que ele escavou durante anos na montanha, perto das corredeiras de Salmon river.

As dez cavernas colocadas em locação possuem aproximadamente 30m de profundidade, e foram consolidadas com pedras, barro e palha, e sustentadas por troncos de pinheiro. O aposentado considerava que já era tempo para ele de passar do trabalho braçal para os negócios. Já acolheu inclusive alguns turistas estrangeiros, mas, segundo ele, os hóspedes não se habituaram à vida subterrânea.

"Não convém para todo mundo (...) mas espero que o negócio decole em breve."

Fonte: www.speleoclpa.free.fr/infos-speleos-mondiales e www.hcn.org, 22/05/06.

Descoberta de um urso pré-histórico no Marrocos

Geralmente freqüentado por turistas e amantes da natureza, o abismo de Friouatou, situado a aproximadamente 40 km de Taza, Marrocos, revela aos poucos seus segredos. Um grupo de espeleólogos fez uma surpreendente descoberta em agosto do ano passado. A equipe coordenada pelo professor Mamoune Armrani Marrakchi, presidente da Associação Marroquina de Espeleologia e Pierre Boudini, membro da Federação Francesa de Espeleologia, descobriu ossos de um urso pré-histórico datado em 2 milhões de anos, localizados a 270 m da entrada da caverna. A ossada estava praticamente intacta, preservada por uma forte glaciação. Os primeiros estudos efetuados pelo laboratório Hassan II de Rabat sugerem que o regime alimentar do urso era muito próximo ao do homem.

Os espeleólogos marroquinos afirmam que a província de Taza possui o recorde da África em termos de cavidades subterrâneas, sendo que uma grande parte delas permanece inexplorada.

Fonte: www.yabiladi.com, 29/03/2006.


Maior caverna do Japão atinge 24 km

A maior caverna calcária do Japão, Akkado, localizada no município de Iwate, 600km ao norte de Tóquio, atingiu a marca de 24 quilômetros de desenvolvimento. A associação organizada para a exploração da caverna informou que iria apresentar o mapa da caverna em uma sessão da Associação Japonesa de Águas Subterrâneas no dia 20 de maio, na universidade de Tóquio.

Segundo os exploradores, a caverna possui um gigantesco lago subterrâneo, com 2km de comprimento, 500m de largura e 140m de profundidade. Para realizar o levantamento topográfico, foram realizadas de 1992 até março deste ano, 28 expedições abrangendo 494 dias de trabalho, com a participação de 8451 espeleólogos. O grupo informou que os trabalhos de exploração continuam, e a caverna ainda não esgotou suas possibilidades.

A segunda maior caverna do Japão é a Oyama Suikyodo, localizada na ilha de Okinoerabu, norte de Okinawa, com um desenvolvimento de 10 Km.

Fonte: TMCnet news, 03/05/2006.

 


Termina a expedição "ÚLTIMA PATAGONIA 2006"

Acabou neste mês de maio a "Ultima Patagônia 2006", uma expedição franco-chilena realizada com o apoio da Federação Francesa de Espeleologia (FFS).

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A expedição foi realizada no arquipélago "Ultima Esperanza", formado por ilhas em mármore, perfuradas por abismos e cavernas, praticamente virgens de qualquer exploração geográfica, espeleológica e arqueológica até 1995-2000. Antes disso, foram realizadas apenas algumas pesquisas geológicas entre 1940 e 1970, para efetuar o levantamento dos recursos minerais das ilhas. Foi quando se iniciou a exploração da primeira mina de calcário de Guarello, única presença humana no arquipélago.

Em 1995 foi feito um primeiro reconhecimento, pelos franceses, na ilha Diego de Almargo, onde foram descobertas paisagens únicas no mundo: os glaciares de mármore. Em 1997, foi organizada a primeira expedição espeleológica francesa, confirmando a presença de maravilhosas cavernas. Em 2000, uma expedição da FFS, em colaboração com geólogos chilenos, explorou o mais profundo abismo do Chile, com -376m. Também foram feitas descobertas arqueológicas, comprovando que os índios Alahalufs freqüentam as grutas costeiras há mais de 4000 anos.

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Cachoeiras geladas, alimentadas por uma pluviometria altíssima - mais de 8 metros por ano - caem permanentemente nas entranhas da terra, tornando a exploração subterrânea extremamente difícil e perigosa.

A expedição deste ano apresentou resultados significativos : 104 novas cavernas exploradas em dois meses, representando 8067m topografados. Além das cavernas mapeadas, uma rica documentação foi produzida pela equipe pluridisciplinar que participou da expedição, de acordo com a especialidade de cada um, como fotografia, geografia, biologia, mergulho, cinema e outros.

Relatórios praticamente diários foram disponibilizados no site da expedição na internet, dividindo quase em tempo real as novas descobertas com os internautas.

Maiores informações em: www.centre-terre.fr/index.html

Fonte:www.speleoclpa.free.fr/infos-speleos-mondiales/, 16/05/2006.

 


Inaugurado o Museu do Subterrâneo de Nápoles, Itália

O Museu do Subterrâneo de Nápoles (Museo del Sottosuolo), Itália, foi oficialmente inaugurado e recebeu grande repercussão na mídia local.

O museu convida o visitante a conhecer a "cidade por baixo da cidade" além de promover uma série de eventos culturais. Trata-se de uma coleção montada durante 50 anos de explorações do engenheiro Clemente Esposito, presidente da Sociedade Espeleológica do Sul da Itália. A coleção contém artigos que datam da época em que se extraía calcário, a uma profundidade de 30 a 60 metros abaixo do nível da cidade. Estão expostas antigas lamparinas a óleo e ferramentas de mais de 2.500 anos, que foram usadas na fundação de Neapolis, ou "Cidade Nova" pelos gregos, na construção dos principais aquedutos.

Durante o mês de maio, o Museu do Subterrâneo tem uma série de apresentações programadas. Após cada apresentação, uma visita guiada é feita no labirinto, com explicações sobre a formação das gigantescas cavernas criadas com a extração do calcário das minas, sobre as águas trazidas pelos aquedutos e guardadas em grandes reservatórios privados para servir os palacetes e casarões da cidade, e como o subterrâneo foi usado durante os bombardeios de Nápoles.

Para maiores informações, visite:www.napoliunderground.org 04/05/2006.

 


RedespeleExpediente

 

Comissão Editorial:
Augusto Auler, Ericson C. Igual, Leda Zogbi, Luis Fernando S. Rocha, Renata Andrade, Renata Shimura.

Diagramação:
Carlos H. Maldaner

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Daniel Menin

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