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Fósseis descobertos em caverna indicam como foi no passado o sertão do
Rio Grande do Norte No início de janeiro de 2006, uma equipe de espeleólogos da Sociedade Espeleológica Potiguar - SEP deparou-se com uma série de grutas no Município de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte, sendo que em uma delas foi encontrada uma coleção de fósseis bastante conservados, contemporâneos à formação dos terrenos que hoje estão numa das margens do Rio Apodi, uma importante bacia fluvial que corta vários municípios do oeste potiguar.
A importância da descoberta é que, mesmo não se podendo identificar a idade de uma caverna simplesmente datando o corpo rochoso no qual ela está inserida, é possível fazê-lo realizando a datação de um ser vivo que fossilizou em suas rochas, contemporâneo à data de sua formação. Dizer a data em que uma caverna se formou, é identificar indiretamente fenômenos paralelos, como uma época remota em que já choveu bastante no sertão nordestino. Agora será possível precisar quando essas chuvas existiram e saber mais sobre as alterações climáticas do planeta nos últimos milhares de anos. Os fósseis em si também revelam outros segredos. De posse de tal material, é possível fundamentar teorias que expliquem como era o aspecto do sertão potiguar no passado distante, através de provas concretas. Pelo que foi observado, pode-se presumir que no semi-árido já houve uma vasta floresta tropical, nos moldes da floresta amazônica ou da mata atlântica, pois, dentre as espécies vistas, há muitas folhas de vegetais, que somente se desenvolvem neste tipo de ambiente bastante úmido. Descrita nova espécie de bagre troglóbio da Serra do Ramalho, Bahia Uma nova espécie de bagre troglóbio - Rhamdia enfurnada - com ocorrência na Serra do Ramalho, Sudoeste da Bahia, foi descrita por Maria Elina Bichuette e Eleonora Trajano.
A população estudada apresenta variabilidade no grau de desenvolvimento dos olhos e no grau de redução pigmentar do corpo. Comparando-se com outras espécies do gênero, apresenta baixo grau de troglomorfismo, indicando tempo de isolamento subterrâneo relativamente pequeno. São peixes ameaçados pelo desmatamento no entorno da caverna, já que o alimento entra por enxurradas. Visando a proteção da espécie endêmica, é salientada a necessidade de criação de uma unidade de conservação para a área cárstica da Serra do Ramalho, atualmente desprotegida por lei. A descrição, com notas ecológicas e comportamentais, foi publicada na revista científica Neotropical Ichthyology, 3(4): 587 - 595 (2005).
Gruta dos Pedrões, R* SP 001, é definitivamente topografada, após 100 anos de esquecimento
Redescoberta pelo GPME em 1991 com o auxilio de José Leocádio Filho, a Gruta dos Pedrões foi definitivamente topografada pelo grupo em novembro de 2005. É a primeira do Índice das Cavernas e Grutas do Vale do Ribeira, descrita por Richard Krone, pesquisador, pioneiro, que explorou e descreveu 41 cavernas e grutas do Vale do Rio Ribeira, ressaltando sua importância como sítios arqueológicos e paleontológicos. Krone encontrou os primeiros fósseis de mamíferos pleistocênicos do sul do pais e realizou estudos sobre os habitantes pré-históricos da região, durante o período de 1895 a 1906. Completar os dados da Gruta dos Pedrões no CODEX é preencher uma lacuna na história da espeleologia paulista e brasileira. A descrição (abaixo) publicada na Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas - Ano III, nº 2 - 30 de abril de 1904, serviu como ponto de partida para sua complexa redescoberta em 1991: "Subindo o Rio Ribeira, deparámos, a 12 horas de viagem em canôa, acima da cidade de Xiririca e proxima da Corredeira das Cordas, 200 metros distantes da margem direita do rio, a Gruta dos Pedrões. Forma um salão de 45 metros de comprimento e 5 m de largura, tendo uma altura de 8 metros. Ha, por baixo, um segundo compartimento menor, que não oferece continuação." Richard Krone. Na ocasião da redescoberta, foi efetuado apenas um croquis de referência. A realização de uma topografia era necessária pra colocar um ponto final nessa história de mais de um século. Esse trabalho faz parte de um detalhado projeto de levantamento histórico das atividades de Richard Krone nas grutas e cavernas do Vale do Ribeira, iniciado no final da década de 80 pelo GPME.
Gruta do Frade - Sesimbra, Arrábida, Portugal
Alguns integrantes do NECA - Núcleo de Espeleologia da Costa Azul, Portugal, descobriram em 1996 uma gruta fantástica, denominada de Gruta do Frade. A riqueza, beleza e singularidade da cavidade justificaram a criação de um projeto de exploração, o PISF (Projeto de Investigação do Sistema do Frade), financiado pela Comunidade Européia, Câmara Municipal de Sesimbra e Instituto da Conservação da Natureza - ICN. O principal objetivo do projeto era a localização de uma ligação do sistema cárstico da Gruta do Frade com a superfície, uma vez que a única entrada conhecida da caverna se encontrava no mar (não havendo, porém, necessidade de mergulho para acessar a caverna).
A Gruta do Frade, formada em calcários do Jurássico, contém uma enorme quantidade e variedade de espeleotemas, além de lagos cristalinos e sifões. Durante o projeto, também foram encontrados alguns exemplares de fauna troglóbia como pseudo-escorpiões, psocópteros, etc. Apesar da equipe do NECA não ter estado no Congresso Internacional de Espeleologia realizado na Grécia em 2005, a mesma foi representada pela Federação Portuguesa de Espeleologia que forneceu a vários especialistas, o livro editado pelo NECA ("O Fantástico Mundo Oculto dos Minerais - Sistema Cárstico do Frade"), que obteve uma ótima aceitação. A gruta foi considerada "um verdadeiro laboratório, onde se reúne uma grande variedade de espeleotemas que normalmente são encontrados individualmente em diversas grutas dos vários continentes". O Neca ainda tem por objetivo obter a classificação desta gruta como Património Natural de Interesse Espeleológico, a nível mundial. Avalanche vitima quatro espeleólogos ucranianos Uma tragédia, após a exploração da caverna Bozhko no maciço de Bzybsky em Abkhazia, resultou na morte de um espeleólogo e desaparecimento de outros três. A equipe, composta por nove espeleólogos da Ucrânia e Rússia, descia a montanha, retornando de mais uma etapa da exploração da caverna, quando foi forçada, devido a uma tempestade de neve, a montar um acampamento temporário. Durante a madrugada uma avalanche atingiu o acampamento, soterrando as barracas e seus ocupantes. Quatro dos integrantes (incluindo uma mulher) que ocupavam a mesma barraca ficaram soterrados por uma camada pouco espessa de neve e conseguiram escapar. Mesmo estando sem vestimenta ou calçados iniciaram a busca e localizaram um quinto espeleólogo com múltiplas fraturas, porém ainda vivo. Um outro espeleólogo, no entanto, foi encontrado já morto. Outros três espeleólogos não foram localizados, tendo sido presumivelmente arrastados pela avalanche. Os sobreviventes prosseguiram a marcha rumo à civilização e, após dois dias sob condições climáticas extremas, atingiram um povoado. Os trabalhos de busca estão, até o momento, interrompidos devido ao agravamento das condições climáticas. Arqueólogos descobrem restos de navio de faraós em cavernas Um importante achado arqueológico revela um pouco mais sobre as rotas marítimas dos antigos faraós egípcios. Após 5 anos de escavações em cinco cavernas em Safaga, às margens do Mar Vermelho, uma equipe ítalo-americana anunciou a descoberta de vestígios de navios com 4 mil anos de idade. Estes navios carregavam mercadorias entre a enigmática terra denominada de "Punt" e os portos egípcios. Os achados apresentavam um selo atribuído ao período de Faraó Sankhkare Mentuhotep III, um dos sete faraós da 11ª dinastia que se estendeu entre 2133 e 1991 antes de Cristo. Algumas caixas de madeira traziam a inscrição "Maravilhas da terra de Punt". A exata localização de Punt ainda é um mistério para os arqueólogos. Estudos têm apontado sendo a Eritréia, Somália ou mesmo o Sudão. Os achados, que serão restaurados e posteriormente expostos em museus, mostram que os antigos egípcios eram ótimos navegadores. Estudo pretende desvendar segredos de fósseis encontrados em cavernas australianas
Fonte: ABC News Online 15/12/2005. Espeleóloga é resgatada em estado de hipotermia grave Uma espeleóloga de 20 anos sofreu exaustão seguida de hipotermia durante a exploração da caverna Pwll Dyfon no País de Gales. Incapacitada de sair da caverna, foi forçada a esperar por horas em um ambiente com temperaturas próximas de congelamento, enquanto um companheiro saia para buscar socorro. A equipe de resgate teve grandes dificuldades para atingir a caverna devido ao gelo e neve, em um dos dias mais frios do ano na região. A espeleóloga foi içada através de dois abismos e finalmente encaminhada para o hospital onde recuperou-se sem problemas.
Caverna com pinturas rupestres muito antigas é descoberta na França O aposentado Gérard Jourdy, de 63 anos, fez uma importante descoberta em uma caverna situada próxima à cidade de Vilhonneur, Charente, França. Em novembro do ano passado ele adentrou a caverna, que era utilizada para descarte de animais mortos, e teve uma surpresa. Ossadas fósseis de animais e de humanos, além de pinturas rupestres adornavam as galerias subterrâneas. A descoberta só foi anunciada publicamente neste mês. Especialistas estimam que as pinturas (entre as quais uma bela mão em azul cobalto) são mais antigas do que as da célebre e vizinha gruta de Lascaux, estando preliminarmente estimadas em 25 mil anos. O Conselho de Cultura da França, no entanto, apesar de admitir que a descoberta é interessante, ressalta que não apresenta características espetaculares como nas cavernas francesas de Chauvet e Cosquer, também descobertas recentemente. Homem de Pequim pode ter produzido arte Dois dentes de animais apresentando perfurações feitas por seres humanos foram encontrados na caverna de Zhoukoudian, famoso sítio paleoantropológico nos arredores de Beijing, China. Presume-se que estes pequenos ossos foram selecionados por Pei Wenzhong, um dos pioneiros nos estudos destes fósseis, em 1933, e teriam sido guardados devido ao início da II Guerra Mundial. Estes adornos, datados em aproximadamente 500 mil anos, serão exibidos no recém criado Museu de Zhoukoudian. Sequestrador é preso em caverna no norte de Minas O perigoso seqüestrador Newton Marques, de 69 anos, conhecido como Muringão, foi preso em seu esconderijo em uma caverna na pequena cidade norte mineira de Indaiabira. Muringão, velho conhecido da polícia, estava há tempos sendo investigado pelo Grupo Anti-Sequestro (GAS) de São Paulo. Muringão é suspeito de ter participado do seqüestro do empresário Mohamed El Bacha em outubro de 2005 em São Paulo. Após sua prisão, Muringão confessou já ter praticado "uma dúzia" de homicídios em São Paulo. Apesar de foragido, a polícia conseguiu rastrear o paradeiro de Muringão através de escutas telefônicas. Um parente do homicida, morador de Montes Claros, revelou que o mesmo estava escondido em uma caverna situada na propriedade dos pais da namorada. O local, de difícil acesso, situa-se a 20 km da zona urbana de Indaiabira. Detido, Muringão foi encaminhado para a cadeia pública de Montes Claros, de onde seria removido para São Bernardo do Campo.
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