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Outras Edições
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Foi assinado, no último dia 22 de setembro, pelo governador de Minas Gerais Aécio Neves, o decreto que cria o Monumento Natural Estadual Peter Lund no município mineiro de Cordisburgo, visando proteger a Gruta de Maquiné e seu entorno. Esta nova área de preservação irá utilizar terrenos desapropriados ainda na década de 1960. A administração ficará a cargo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Prefeitura Municipal de Cordisburgo e Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMIG). Na mesma solenidade, a Serra do Espinhaço foi reconhecida como Reserva Mundial da Biosfera, reserva esta que inclui certamente muitas cavidades naturais. A célebre Gruta de Maquiné foi a primeira caverna visitada por Peter Lund em 1834, dando início à paleontologia e à espeleologia brasileira. Foi também a primeira caverna iluminada do país, e constitui um dos grandes atrativos turísticos do Estado. Além da caverna, o Monumento Natural protegerá outras cavernas próximas, feições cársticas e uma rica fauna e flora. Fonte: Informe SEMAD e JB Online 22/09/2005.
O evento será realizado no bem equipado auditório do CREA-MG, situado estrategicamente em um dos melhores locais de Belo Horizonte. Entre os eventos paralelos relacionados ao workshop destaca-se o lançamento oficial do CODEX, cadastro espeleológico da Redespeleo Brasil e o lançamento do segundo livro da série técnica da Redespeleo, versando sobre mapeamento de cavernas. No sábado (dia 19) à noite, uma grande festa celebrará o segundo ano de existência da Redespeleo Brasil. Todas as informações sobre o evento podem ser obtidas no site: www.redespeleo.org/cadmap ou pelo email: cadmap@redespeleo.org Correm notícias, ainda não oficiais, que uma equipe russa do grupo CAVEX teria atingido a profundidade de –2164 m na caverna Krubera/Voronja nos montes Cáucasos, Geórgia. Segundo os informes, o sifão situado a –1980 m, que alimenta o ramo da caverna que leva à cota máxima anterior de –2080 m, foi ultrapassado, levando a dois outros sifões também mergulhados. A nova profundidade pós-sifões seria em torno de –2164 m, mas este número ainda deve ser oficializado após o tratamento dos dados de topografia. A exploração desta caverna tem sido envolta em intensas disputas entre grupos rivais da Ucrânia e da Rússia, que se revezam na conquista dos trechos mais profundos. Logo após a equipe russa CAVEX encerrar a expedição nos primeiros dias de outubro, iniciou-se a expedição ucraniana que pode vir a trazer novidades sobre a mais profunda caverna do planeta. Caverna inglesa revela hábitos de comunidade pré-histórica
Ossos humanos e de animais, encontrados em cavernas na região de Yorkshire Dales, norte da Inglaterra, foram recentemente datados, obtendo-se idades em torno de 6 mil anos antes do presente. Além da antiguidade das peças, chamou a atenção dos pesquisadores o fato de que muitos ossos, incluindo ossos humanos, haviam sido esmagados para se consumir o tutano, uma prática canibalesca pouco comum. Os ossos humanos haviam sido encontrados durante escavações nos anos 1920-1930, mas somente agora foram submetidos à datação. A utilização de cavernas para rituais canibalescos oferece uma interessante perspectiva para se desvendar os hábitos dos antigos habitantes de Yorkshire.
Mais extenso escorrimento de calcita do mundo é descoberto nos Estados Unidos
Uma espetacular descoberta espeleológica foi anunciada recentemente: trata-se do mais longo e contínuo espeleotema jamais descoberto no planeta. Este “rio” de calcita, com mais de 4 km de extensão, foi descoberto em 2001, mas a notícia foi mantida em sigilo por espeleólogos e conservacionistas de modo a evitar depredações. Somente em 2005 a descoberta foi revelada, já que a caverna, Fort Stanton Cave no Estado americano de New Mexico, está em vias de receber proteção federal.
A caverna de Fort Stanton já era conhecida desde o século 19. Espeleólogos estavam escavando, há vários anos, uma estreita galeria por onde soprava vento, indício de que haveria possibilidade de continuidade. Finalmente, após anos de árduo trabalho, um estreito conduto com quase 400 m de extensão (que exige mais de 1 hora de rastejamento) foi transposto, levando às novas galerias que contém o excepcional escorrimento. A exploração ainda não terminou. O amplo conduto e o “rio” de calcita, denominado “Snowy River” (Rio Nevado) pelos espeleólogos que o descobriram, prosseguem. A caverna de Fort Stanton possui algumas de suas galerias iniciais abertas ao turismo. A nova área, no entanto, terá acesso restrito, limitado a poucos exploradores e cientistas. Fonte: El Paso Times 02/06/2005; El Defenson Chieftain 04/06/2005; Ruidoso News 29/09/2005; Free New Mexican 22/09/2005.
A mergulhadora americana Judi Bedard, de 48 anos, foi retirada em estado grave da caverna submersa de Eagle’s Nest na Flórida no dia 11 de setembro. Sem pulso, inconsciente e com hemorragia nos olhos e ouvidos, Bedard foi encaminhada a uma câmara hiperbárica onde permanece, até o momento, em situação crítica. Segundo o testemunho de seu namorado e dupla no mergulho, Rudy Banks, Bedard começou a ter problemas durante a descida a aproximadamente 40 m de profundidade, quando trocou seus cilindros de NITROX (uma mistura de nitrogênio e oxigênio) para tanques de TRIMIX (mistura de oxigênio, nitrogênio e hélio). Imediatamente Bedard retornou ao NITROX e ela e Banks iniciaram a ascensão. A 30 m Bedard perdeu a consciência e a 18 m de profundidade parou de respirar. Diante da difícil escolha entre ascender rapidamente (e expor Bedard e a si próprio à doença descompressiva) e prosseguir a ascensão gradual (o que levaria à morte de Bedard, por falta de oxigênio), Banks optou pela primeira alternativa. Após ser resgatada da água em péssimas condições, ainda foram necessários mais de 30 minutos para atingir o local onde a ambulância aguardava a paciente, devido às más condições da estrada de acesso. Análises posteriores indicaram que Judi Bedard, uma espeleomergulhadora certificada, foi vítima de um erro na mistura de gases. Seus tanques de TRIMIX continham praticamente só hélio e quase nenhuma quantidade de oxigênio. Cinco mergulhadores perderam a vida em Eagle’s Nest desde 1981. Após este acidente, instalou-se uma polêmica entre a comunidade de espeleomergulhadores acerca da necessidade de se melhorar a estrada até o local, o que facilitaria situações de resgate. Opositores afirmam que isto poderia levar a uma elevação no número de freqüentadores, aumentando ainda mais a possibilidade de acidentes.
Dolina em jardim de residência assusta morador O americano Rodger Clark estava tranqüilamente aparando a grama, de seu jardim, numa quinta-feira à noite, quando subitamente viu o chão desaparecer sob os seus pés e sentiu água em sua cabeça. Uma estreita e profunda dolina cheia d’água, com cerca de 5 metros de profundidade, acabava de se abrir exatamente por onde passava Clark. Desesperado, Clark nadou até a borda da dolina e gritou por socorro. Sua esposa chamou o resgate e um vizinho adolescente trouxe uma corda na qual Clark se agarrou até a chegada dos serviços de emergência. Apesar do susto, Rodger Clark não sofreu ferimentos. O acidente ocorreu na pequena cidade de Shelbyville no estado norte americano do Tennessee. Comissão Editorial: Diagramação: Carlos H. Maldaner Artigos assinados são de responsabilidade dos autores. Artigos não assinados são de responsabilidade da comissão editorial. A reprodução de artigos aqui contidos depende de autorização dos autores e deve ser comunicada à REDESPELEO BRASIL (conexao@redespeleo.org). Conexão Subterrânea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discussão. Caso não queira receber futuras edições do Conexão Subterrânea, favor enviar um email para: remover@redespeleo.org |
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