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Outras Edições
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Novo mapeamento da gruta Areias indica potencial de novas galerias
Nos dias 2 e 3 de julho, uma expedição formada por espeleólogos do GPME e de outros grupos convidados iniciou um novo trabalho de topografia na Areias de Cima, uma das grutas mais importantes da região do entorno do PETAR - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, no Estado de São Paulo. Por apresentar uma fauna com espécies troglóbias endêmicas em fase de pesquisa, a caverna está fechada para o turismo. Uma autorização especial, por parte da direção de parque, foi expedida para possibilitar o início dos trabalhos. Esta é a quarta investida de mapeamento nesta gruta, sendo que as anteriores foram realizadas por Michel Le Bret (1960), pela SEE (1968) e pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (início dos anos 90). Atualmente com 3.260m, segundo a topografia da SEE, acredita-se que este desenvolvimento pode ser ampliado significativamente com a exploração de diversos condutos superiores e com a possível transposição do desmoronamento localizado no final do trecho conhecido da caverna. Nesta primeira investida foram formadas duas equipes, cada uma com cinco espeleólogos. Enquanto a primeira iniciou o trabalho de topografia da entrada da caverna até a grande bifurcação, a outra atravessou a caverna até o desmoronamento, atingindo seu objetivo após cerca de quatro horas. As duas equipes ficaram bastante satisfeitas com o resultado dos trabalhos. A equipe de topografia constatou que os três mapas existentes não aprentam um grau de detalhamento satisfatório, e que existem diversos condutos não indicados a serem explorados e mapeados; a equipe de exploração identificou ótimas perspectivas de continuidade em condutos superiores, próximos ao trecho central da caverna.
Já o grande desmoronamento no final da caverna, que consta somente no mapa da SEE, também apresentou possibilidade de continuação, embora seja um lugar extremamente perigoso devido à instabilidade do desmoronamento. Com base nos dados coletados, utilizamos a topografia realizada para orientar o mapa da SEE e, desta forma, efetuar uma plotagem bastante precisa nas imagens de satélite da região (veja ao lado). Ao analisar os dados, verificamos que o braço direito das Areias de Cima está localizado a menos de 500 metros da Gruta do Córrego Fundo, embora a possibilidade de ligação das duas grutas esteja praticamente descartada. Na verdade, este não é o primeiro trabalho do GPME no Sistema Areias. Em 2004 o GPME finalizou o mapa da Ressurgência das Areias das Águas Quentes (R* SP016 ), também conhecida por Gruta do Laboratório. O mapa foi publicado no Quebra Corpo número 12, Boletim do Grupo Pierre Martin de Espeleologia, lançado no Espeleo 2005, no último mês de maio. Nos dias 2 e 3 de julho, uma expedição formada por espeleólogos do GPME e de outros grupos convidados iniciou um novo trabalho de topografia na Areias de Cima, uma das grutas mais importantes da região do entorno do PETAR - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, no Estado de São Paulo.
Re-medição do pórtico da Casa de Pedra aponta 172m de altura Augusto Auler e Vitor Moura Um projeto do Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas de medição dos maiores pórticos de cavernas do Brasil encontra-se em andamento. Durante o Espeleo 2005 foram efetuadas medições dos pórticos das cavernas Laje Branca e Casa de Pedra, ambas na região cárstica do vale do Ribeira (SP). As medidas são efetuadas com telêmetro e clinômetro, propiciando a elaboração de um detalhado corte transversal e perfil da entrada das cavernas. A medição da caverna Laje Branca apontou uma altura de 94 m. Este pórtico é parcialmente mascarado por um gigantesco bloco abatido, abaixo do qual se situa o conduto que dá acesso à caverna. Na caverna Casa de Pedra, a altura do pórtico é de aproximadamente 172 m. Há um ressalto no teto que faz com que esta altura possa variar entre 170 e 175 m. Esta medição confirma medições efetuadas a partir da década de 1960, mas contraria a altura de 215 m veiculada mais recentemente. Esta ultima considera o início do rappel no paredão como parte da entrada, situação em desacordo com as normas espeleométricas atualmente empregadas. Maiores detalhes serão fornecidos em artigo técnico que será publicado assim que forem finalizadas as medições de outras cavernas brasileiras com pórticos significativos. Revista “O Carste” lança novo número A revista espeleológica O Carste, editada pelo Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, lançou um novo número, correspondente a abril de 2005 (Vol. 17, nº2), onde são abordados os seguintes assuntos: "Expedição Andaraí", "O Verdadeiro Fim de Mundo", "Lua Cheia no Caraça", "A Espeleologia como Fator de Motivação Escolar", e "Fotografia de Cavernas e Máquinas Digitais". Esta edição também apresenta uma resenha do livro "Morcego é vampiro?". Para assinar O Carste, basta enviar um email para carste@net.em.com.br. O valor da assinatura anual é de R$25,00.
Desaparecimento de lago assusta povoado russo Os moradores da vila de Bolotnikovo a leste de Moscou, Rússia, ficaram surpresos e desconsolados com o súbito desaparecimento de um lago próximo. Uma cratera abriu-se no leito do lago, sugando toda a água e também árvores próximas. Especialistas suspeitam que o lago tenha sido absorvido por cavernas situadas abaixo. Alguns moradores, no entanto, interpretaram o desaparecimento de forma política: “finalmente os americanos conseguiram”, disse uma moradora local.
Colapso de dolina causa danos em cidade mineira
Um dolina com cerca de 5 metros de profundidade surgiu na cidade de Barroso, no sul do Estado de Minas Gerais. Os danos provocados pela dolina, como instabilidade nas casas e rachaduras, atingiram um raio de 80 metros afetando ao menos 17 residências. Aparentemente a dolina foi causada pelo bombeamento de água de um poço artesiano escavado pela companhia estadual de águas, COPASA. Barroso está situada em uma região cárstica e este tipo de fenômeno é relativamente comum quando há bombeamento excessivo de água. Espécie de rato encontrada no carste do Laos define nova familia de mamiferos
Uma nova espécie de roedor encontrada no pouco conhecido carste do país asiático do Laos é tão distinta de todas as outras que irá representar uma nova família de mamíferos. Durante pesquisa sobre a biodiversidade na área calcária de Khammouan no centro do país, os roedores, conhecidos na região como “Kha-Nyou” foram encontrados sendo vendidos para consumo humano em um mercado local. Estes ratos apresentam uma combinação única de características externas e cranianas, que os difere de todas as outras famílias de roedores. A análise de DNA confirmou a extrema peculiaridade do animal, sugerindo que a diferenciação do “rato do Laos” de outros roedores ocorreu há milhões de anos. A nova família foi designada como Laonastidae, o gênero Laonastes e a espécie Laonastes aenigmamus. Os cientistas responsáveis pela descoberta declararam que esta poderia ser “a ultima família de mamíferos que ainda restava para ser descoberta”. Como ainda se sabe muito pouco sobre esta nova espécie, é difícil precisar se a mesma está ameaçada de extinção. Esforços no sentido de inibir a caça estão sendo realizados.
Caçador de tesouro morre em caverna Nicodemo Yntong, residente da ilha de Cebu, Filipinas, morreu afogado ao tentar localizar um tesouro em uma caverna marinha. Yntong desapareceu após ter penetrado na caverna parcialmente alagada, sem qualquer equipamento, para fazer mergulhos livres em busca de uma estátua de Buda em ouro, supostamente deixada no local por soldados japoneses durante a segunda guerra mundial. Após várias tentativas de resgate, o corpo de Yntong foi finalmente localizado flutuando no interior da caverna. Ossos fósseis encontrados em caverna iraniana Arqueólogos encontraram cerca de 1000 fragmentos de ossos fósseis com cerca de 12 mil anos de idade na caverna de Gomishan na província de Mazandaran. Os ossos pertencem a uma espécie de raposa, vacas selvagens, uma espécie selvagem de ovelha e outros animais ainda não identificados. Esta caverna já era conhecida por ter servido de abrigo a populações pré-históricas, há pelo menos 13 mil anos. Com exceção da raposa, presume-se que as outras espécies foram caçadas para alimentação. A raposa, cuja carne não é comestível, provavelmente era caçada devido à sua pele. Garotos morrem em caverna japonesa durante jogo de avenura Quatro jovens japoneses de 13 anos de idade foram encontrados mortos em uma caverna próxima à cidade de Kagoshima. Além dos corpos, a polícia encontrou armas e balas de ar comprimido, facas e isqueiros. Amigos dos garotos relataram que a caverna era freqüentemente utilizada para jogos de aventura com o objetivo de colocar à prova a coragem dos garotos. A queima de diversos materiais levou à intoxicação por dióxido de carbono e conseqüente morte dos adolescentes. Neandertais, humanos e hienas conviviam em caverna Um importante achado na caverna de Les-Rochers-de-Villeneuve na França demonstra que neandertais e humanos podem ter sido mais próximos do que se pensava. Ossos das duas espécies foram encontrados conjuntamente com ossos de hienas, associados a sedimentos datados em 40.700 anos. Os ossos humanos mostram algumas feições típicas de neandertais, sugerindo que as duas espécies teriam mantido relaçõe ssexuais, produzindo descendentes férteis. Análises de DNA em um fêmur humano encontrado na caverna mostra que a seqüência genética é peculiar, estando próxima à dos neandertais. Marcas de dentes de hiena nos ossos demonstram também que estes animais competiam por espaço com os seres humanos.
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