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Outras Edições
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ESPELEO 2005 - 1º Encontro Técnico da Redespeleo Brasil - 22 a 26 de maio de 2005, Iporanga-SP
Informações sobre a programação do evento, concurso de fotos, ficha de inscrição e valores, já estão disponíveis na página da Redespeleo: www.redespeleo.org.br/espeleo2005 Maiores informações, pelo email: espeleo2005@redespeleo.org.br Maior caverna brasileira em argila é descoberta no estado do Amazonas
Uma pequena expedição financiada pela National Geographic Society esteve em fins de fevereiro prospectando cavernas na bacia hidrográfica dos rios Maués, Urupadi, Parauari e Amana, leste do estado do Amazonas. A base da expedição foi a cidade de Maués, de onde partiram incursões de barco para locais de maior potencial. Apesar das dificuldades inerentes à logística (dificuldade de se obter barcos) e locomoção (ausência de estradas e densa selva), foram exploradas três novas cavernas. A descoberta mais interessante se deu na bacia do rio Urupadi. Uma dolina em meio à floresta dá acesso à Caverna do Buracão, formada inteiramente em solo argiloso. A caverna foi mapeada e possui cerca de 180 m de extensão. Além de constituir uma ocorrência raríssima, trata-se da maior caverna em argila já registrada em território nacional. Foram mapeadas também duas cavernas em arenito na bacia do rio Amaná. Efetuou-se, por fim, uma incursão às bem conhecidas cavernas areníticas de Presidente Figueiredo ao norte de Manaus, onde foram cadastradas algumas cavidades.
Localizadas e mapeadas cavernas na região de Itapeva/SP
No último feriado de Carnaval, de 05 a 08 de fevereiro de 2005, foi realizada uma expedição exploratória na região de Itapeva, sul do Estado de São Paulo, com a participação de espeleólogos dos grupos Pierre Martin de Espeleologia - GPME, e Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná - GEEP-Açungui. Foram descobertas e mapeadas cinco pequenas grutas (três em calcário e duas em Arenito), das quais a mais representativa é a Gruta do Aldo, município de Nova Campina, em calcário, com quatro níveis de galerias e um bonito lago ao fundo, totalizando aproximadamente 150m de desenvolvimento e 35m de desnível. Apesar da região não ter demonstrado um grande potencial espeleológico (todas as cavernas localizadas são de pequeno porte) foram observados vestígios arqueológicos interessantes: num bonito canion em arenito, petroglifos (figuras em baixo relevo) foram gravados no paredão. Infelizmente não existe controle algum sobre a visitação e os petroglifos correm sérios riscos de serem danificados.
Artigo sobre paleoclima no sudeste do Brasil é publicado na Revista Nature Datação realizada em uma estalagmite calcítica de 80 centímetros de comprimento, encontrada na caverna Botuverá, em Santa Catarina, revelou que o espeleotema foi depositado sem interrupção, nos últimos 116 mil anos. Esse tipo de arquivo paleoclimático é considerado ideal para a descoberta de como o clima variou desde então. O resultado dessa pesquisa foi publicado recentemente na prestigiosa revista americana Nature, em artigo de autoria de Francisco W. Cruz Jr, Stephen J. Burns, Ivo Karmann, Warren D. Sharp, Marthias Vuille, Andrea O. Cardoso, José A. Ferrari, Pedro L. Silva Dias e Oduvaldo Viana Jr. Depois da análise da composição isotópica do oxigênio 18 coletado na estalagmite, os pesquisadores perceberam que os valores mínimos e máximos da radiação solar estão totalmente correlacionados com os picos e vales da curva do elemento químico. As pesquisas puderam determinar que o aumento das chuvas de verão, representado pelos valores negativos do oxigênio 18, ocorre durante as fases mais frias do hemisfério Norte ou em períodos de alta insolação no hemisfério Sul. O processo inverso é igualmente possível. Isso significa que as chuvas de inverno foram predominantes no Brasil subtropical. Fonte: Agência FAPESP e Revista Nature, 03/03/05.
Programa de espeleotopografia para palm top lança nova versão
O programa Auriga para Palm Top, em contínuo aperfeiçoamento, lançou no início do mês de março sua mais nova versão. Este programa encontra-se em estágio "beta" ou seja, todas as suas funções ainda não estão implementadas e ainda não estão totalmente testadas, muito embora esteja sendo utilizado com sucesso por vários espeleólogos. Sua utilização gratuita. A home page do Auriga (www.speleo.qc.ca/Auriga) traz todas as informações sobre o software. Fonte: www.speleo.qc.ca/Auriga
Realizada em São Paulo apresentação do Projeto Juvenal de Exploração de Cavernas Foi realizada em 01 de Março de 2005 no auditório do Flat Massis Five Star em São Paulo, a apresentação do Projeto Juvenal de Exploração de Cavernas. O evento que contou com um público de aproximadamente 40 pessoas, foi precedido por uma palestra sobre paleontologia, conferida por Tatiana Camolez, paleontóloga do Museu de Zoologia da USP. O projeto, coordenado por Luiz Eduardo Spinelli, consiste num trabalho de exploração minuciosa do abismo do Juvenal, que se situa no Município de Iporanga, Sul do Estado de São Paulo. A exploração do abismo, ainda em andamento, está sendo feita com escalada artificial, buscando a localização de galerias e saídas superiores que aumentem o desnível total do abismo e seu desenvolvimento. Uma nova galeria desmoronada horizontal foi localizada, ampliando o desenvolvimento da caverna em 100m. Um trabalho paralelo foi feito nos abismos da região pela equipe de paleontólogos do museu de Zoologia da USP. Nessa busca, foi removida do abismo Gêmeos, uma tonelada e meia de sedimentos, que lavados renderam cerca de 15 a 20.000 ossos. Infelizmente, todos os ossos localizados estavam desarticulados e misturados ao sedimento, dificultando os estudos, que ainda estão em andamento. O projeto busca novos patrocinadores para dar prosseguimento às pesquisas. Maiores informações em: www.betary.com.br/juvenal
Nova Zelândia: mineração é fechada por aborígenes devido a ameaça a caverna sagrada Uma intensa disputa tem ocorrido entre aborígenes Maori e membros do governo neozelandês. Uma mineração na região de Hokianga foi fechada pelos Maori com a alegação de que estava ameaçando uma caverna sagrada onde este povo enterra seus mortos. O governo alega que a mineração é essencial pois é o único local na região onde se pode produzir materiais essenciais para construção e repavimentação de estradas. Fonte: xtransn.co.nz 10/03/2005.
Caverna subaquática do México atinge 134 km de extensão A mais extensa caverna subaquática do mundo, o sistema Ox Bel Ha no México atingiu 134 km de galerias mapeadas segundo um recente informe dos exploradores. A caverna, totalmente subaquática, localiza-se no estado mexicano de Quintana Roo, Península de Yucatan. Os exploradores acreditam que o sistema, de grande importância científica, pode facilmente atingir a extensão de 200 km. Fonte: www.speleonet.com 11/03/2005.
EGB promove curso de técnicas verticais e palestra sobre geoquímica isotópica e micropaleontologia
De 2 a 6 de março o Espeleo Grupo de Brasília realizou um curso de técnicas verticais aplicadas a cavernas com o objetivo de capacitar os novatos e treinar os antigos. O curso foi ministrado pelo instrutor e sócio do EGB Alvaro Barros e contou com um total 11 participantes. No curso foram ensinadas as principais técnicas da espeleologia vertical, tais como nós, ancoragens, descida e subida em corda fixa e transposições de fracionamentos, nós e desvios. As aulas práticas ocorreram num paredão calcário de pouco mais de 20 m de altura e no Abismo Fodifica, com três lances verticais somando 55 metros de desnível, ambos na região da Fercal/DF. Agora o EGB conta com quase a totalidade de sua equipe capacitada para trabalhar em lances verticais. Também foi realizada 8 de março na sede do EGB a palestra "De uma caverna nada se tira, a não ser fotografias e dados paleoambientais..." ministrada pela geóloga Mylène Berbert-Born, doutoranda em Geologia regional e áreas cársticas. Pretendeu-se demonstrar como os materiais carbonáticos secundários presentes em cavernas ou associados a áreas cársticas (espeleotemas, tufas calcárias, etc.) podem fornecer informações paleoambientais e sua importância no presente e para o futuro. Foram apresentadas noções sobre processos deposicionais em áreas cársticas, princípios de geoquímica, métodos de datação e paleoclimatologia e também foi exposto um estudo de caso de determinações paleoambientais utilizando estalagmites. O tema foi abordado de uma forma muito instrutiva e descontraída.
Defendidas teses de mestrado e doutorado versando sobre cavernas Foram defendidas recentemente as seguintes teses versando sobre cavernas: Teses de mestrado: · Carlos Henrique Grohmann de Carvalho (IG USP) - Técnicas de Geoprocessamento aplicadas à análise morfométrica - 05 de Maio de 2004 · Rubens Hardt (UNESP, Rio Claro): "Aspectos da Morfologia Cárstica da Serra do Calcário - Cocalinho - MT" - 08 de dezembro de 2004 · Sérgio Melo Silva (IGc UFMG) - Espeleogênese de cavernas quartzíticas em Ibitipoca - 20 de dezembro de 2004. Teses de doutorado · Renata de Andrade (IB USP) - Estudo populacional do pseudo-escorpião cavernícola Maxchernes iporangae (Chernetidae, Pseudoscorpiones) - 19 de novembro de 2004. · Murilo Andrade Valle (IGc USP)- Hidrogeoquímica do grupo Una (Bacia do Irecê e Salitre): Um exemplo da ação de ácido sulfúrico no sistema cárstico - 22 de dezembro de 2004. · Flávia Pellegatti Franco (IB USP) - Biologia e ecologia populacional de Ctenus fasciatus Mello-Leitão e Enoploctenus cyclothorax (Bertkau) em cavernas do Alto Ribeira, Iporanga, SP (Araneae: Ctenidae) - 31 de janeiro de 2005. · William Sallun Filho (IGc USP) - Caracterização e evolução geológica do carste da região da Serra da Bodoquena (MS), 18 de Março de 2005.
Casas subterrâneas estão se tornando populares nos Estados Unidos
A recente tendência de se buscar soluções ecológicas para moradia tem levado americanos a investirem em residências subterrâneas. Entre as vantagens estão uma temperatura constante durante todo o ano (economizando ar condicionado ou aquecedores) e silêncio absoluto nos cômodos mais afastados da entrada. Segundo Bruce Francisco, que mora em uma casa subterrânea, "pode ocorrer uma tempestade do lado de fora que dentro nos sentimos totalmente em paz". Uma destas moradias no estado de Utah foi recentemente colocada à venda pelo"módico" preço de 495 mil dólares (ver foto). No Brasil, apesar de alguns eremitas adotarem cavernas como moradia (ver Conexão Subterrânea 5), tal uso é improvável pois as cavernas são bens da união e devem ser protegidas. Fonte: www.cnn.com 10/03/2005
Homem sobrevive 35 dias perdido em uma gruta A insólita história de um homem que ficou perdido por 35 dias em uma caverna foi recentemente divulgada pela imprensa francesa. Jean-Luc Josuat-Vergès de 48 anos foi dado como desaparecido na região dos Pirineus, em 18 de dezembro de 2004. As intensas buscas se revelaram infrutíferas até que crianças localizaram seu carro nas proximidades de uma caverna. Jean-Luc foi resgatado, barbudo e magro, a apenas 200 m da entrada da caverna. Segundo ele, uma crise de depressão fez com que decidisse entrar na caverna. A dieta do eremita, água e cerca de 300 gramas de madeira apodrecida por dia, fez com que perdesse cerca de 18 kg durante sua estadia subterrânea. Os 35 dias passados na escuridão da caverna também fizeram com que Jean-Luc perdesse a noção do tempo. Fonte: Le Monde 24/01/2005
Comissão Editorial: Diagramação: Carlos H. Maldaner Artigos assinados são de responsabilidade dos autores. Artigos não assinados são de responsabilidade da comissão editorial. A reprodução de artigos aqui contidos depende de autorização dos autores e deve ser comunicada à REDESPELEO BRASIL (conexao@redespeleo.org). Conexão Subterrânea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discussão. Caso não queira receber futuras edições do Conexão Subterrânea, favor enviar um email para: remover@redespeleo.org |
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